Arquivo | julho 2013

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Poéticas Informais na Gravura – RJ anos 50/60

Edith Behring, No Rio de Janeiro, entre 1950 e final dos anos 60, a gravura artística viveu um período de ativação como meio expressivo, atualização fundada na visão moderna da arte. As questões do meio expressivo e da estética da abstração, ancoradas nesta visão, ganharam espaço entre os artistas gravadores. Naqueles anos, o momento brasileiro […]

Gravura – A reprodução de tempo e espaços

  Unidade na pluralidade. O múltiplo no uno. Eis a demiurgia da gravura. Na poética da arte de gravar, cessam as diferenças entre as etapas sucessivas. Interrompem-se as querelas relativas à matriz e à reprodução. Funde-se a trilogia: desenhar, gravar, reproduzir. Ao dar nova ordem ao tempo, ao espaço, à matéria, o gravador nos revela […]

Poética das gravuras

Xilogravura   Na Xilogravura, a resistência – maior ou menor – da madeira sofre transformações. Criam-se na madeira novos veios, outra trama. Fibras nascentes vão compondo vãos e cortes abertos pela goiva. Essas fibras nevrálgicas – amalgamadas ao branco do papel – compõem com ele os ritmos das fibras insurgentes, a contrastar com o filamento […]

O Papel na Gravura

  Na arte de gravar, o gravador traz ao mundo simultaneidades imagísticas operantes no espaço e no tempo. Nesse espaço e nesse tempo, as etapas da gravação se unem organicamente. A escolha do papel, a dinâmica do “suporte” é um despertar. Outra etapa – outra dinâmica – impõe-se ao processo criativo da arte de gravar: […]

Luz e Cor – Goeldi

Goeldi As cenas de Oswaldo Goeldi deveriam ser noturnas, mas a noite não tem contornos tão nítidos. Não há diferença, nelas, entre sol e lua: é sempre a intensidade da luz que faz com que tudo se torne preto. Tampouco há distinção entre o preto e outras cores, às vezes brilhantes. Tanto um quanto as […]

A Cor na Gravura

Fayga A cor não colore, ela impregna a gravura. Integra-se à materialidade na dinâmica do gravar. A cor não é um procedimento técnico justaposto à gravura. A escala cromática acolhe múltiplas tintas, dentre elas a tinta negra, a brancura ou outra qualquer tonalidade do papel, dando-lhe vitalidade. O papel se torna cor substancializada. O gravador […]

Gravura: Do tempo e da comtemplação

  Carlos Scliar – Linóleo A gravura quer ser olhada. O contemplador quer vê-la. Nesse momento, um Narciso cósmico se coloca diante do espelho. Então, a gravura reage. Mais que contemplação, ela é ação. Lembremos a observação de Bachelard: Não se contempla a gravura; a ela se reage, ela nos traz imagens de despertar – […]