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Stockinger Sobre Xilogravura

Nos tempos em que morei no Rio de Janeiro, Marcelo Grassmann passava temporadas na minha casa. O quarto de empregada era, então, o seu ateliê de xilogravura. Íamos visitar o Goeldi no Leblon.

Goeldi era um santo que os jovens veneravam. No apartamento dele, aliás pequeno, não havia sequer uma coisa fora do lugar: os tacos de madeira cuidadosamente guardados, as gravuras sempre com passe-partouts e em pastas. Levou uma vida difícil: particular e artisticamente.

p>Quanto à xilogravura? Até hoje ninguém lhe dá pelota e obras-primas foram feitas nesse processo.

Em 1954, já morando em Porto Alegre, fui obrigado a trabalhar o dia todo e sendo a escultura uma arte diurna, tive que abandoná-la. Lembrei Goeldi e Marcelo, fui para a xilogravura.

Meu vizinho, na rua Pelotas, tinha no fundo do quintal aparas de madeira. Comprei umas goivas, pedi aparas, me tornei xilogravador. Em três anos fiz cento e vinte xilos.

image001_(1)Francisco Stockinger

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