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O Humanista – Lasar Segall

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“Tinha somente a convicção de estar enamorado desse país e que a dedicação que eu lhe devotava, era demais profunda e violenta para ser superficial.” Lasar Segall

 

Lasar Segall foi um pintor, escultor e gravurista judeu brasileiro nascido na Lituânia. O trabalho de Segall tem influências do impressionismo, expressionismo e modernismo. Seus temas mais significativos foram representações pictóricas do sofrimento humano: a guerra, a perseguição e a prostituição.

No ano de 1923, Lasar Segall mudou-se definitivamente para o Brasil. Já era um artista conhecido. Contudo, foi aqui que, segundo suas próprias palavras, sua arte ficou como o “milagre da luz e da cor”. Foi um dos primeiros artistas modernistas a expor no Brasil.
Os desenhos são importantes na produção de Segall e, como na gravura, apresentam temas recorrentes como o universo de desfavorecidos e marginalizados pela sociedade. O artista confere a suas figuras deformações expressivas e situa os personagens em espaços que os oprimem, o que gera um clima de tristeza e abandono.

O humanismo, revelado pela preocupação com a violência, a miséria e as injustiças sociais, e certo caráter lírico estão presentes em toda a sua carreira. Segall aborda temas universais, expressando-os com emoção, por meio da cor em sua pintura ou pelo jogo entre linha e vazio em suas produções gráficas.

????????????????????????????????????????????Lasar Segall – Die Ewigen Wanderer (Os eternos Caminhantes) – 138 x 184 cm

 

“Pintura fortemente sensível, é certo, mas já dotada daquele domínio que converte o tumulto do sentimento numa obra de expressão, isto é, numa arte voluntária. Por isto, nos momentos mais específicos da sua originalidade pessoal, em Dresden, a obra do artista é já uma obra de condensação; nada dispersiva. Condensação anímica das figuras desvalorizadas proposital e insensualmente nos corpos, mas expandindo toda a significação dramática nas cabeças enormes de olhos ainda maiores, que ultrapassam os limites dos rostos numa vibratilidade angustiosíssima. Condensação desenhística que soube compreender a lição da arte negra e do cubismo (…). E também condensação cromática que, se exprimia em tonalidades intensas enervadas ainda mais pela bravura do pincel, já demonstrava um horror instintivo das cores radiantes e felizes. (…). Eis que Lasar Segall vem ao Brasil. Já estivera uma vez em nossa terra, por 1912 (…). A presença do moço expressionista era por demais prematura para que a arte brasileira, então em plena unanimidade acadêmica, se fecundasse com ela. Mas em 1923 o pintor aportava de novo em nossa pátria. Então ele viu o Brasil e o Brasil o viu, num primeiro amor a que o artista se entregou com toda a sua generosidade apaixonada (…)”.
Mário de Andrade

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