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Pelo que Gravar

A busca de companhia

293197_207431922646091_6369006_nDiego A. Fonseca

Processo solitário de ruas desertas. Caminhos torturados pelo tempo e restaurados pelas voltas e voltas nos mesmos lugares, imensidão de traços construtivos de procuras insertas. Maldita solidão que afeta diretamente a procura de um eu para estabelecer o outro, mas, sem ela seria impossível a imagem se construir.
Postes, ruas, telefones, caminhos, sol sem céu, lua sem ar, em que tudo respira e olha diretamente o criador. Pede por tempo, mas nada diz que há tempo para esperar. A procura é incessante e sem volta, pois a escuridão lhe engole de uma só vez.
A cada corte uma lágrima é jorrada pelos veios da matriz, a atmosfera pesa a cada luz achada. As linhas da noite se abrindo como portas entreabertas, seus feiches de luzes no corredor longínquo da esperança.
Volta-se para dentro, procura no seu âmago a necessidade de gravar. Não se queixe da vida por ser vazia e não ter nada de interessante, culpe a si mesmo se não enchegar o invisível e por um momento repense se é o que deve fazer.
O tempo certamente não volta e tudo o mais que presta na qualidade de gravar lhe toma toda a alma e todo o espírito.

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