Deixe um comentário

A vocação da gravura – Fayga Ostrower

“Fayga Ostrower e a gravura abstrata no Brasil

texto completo: http://www.iar.unicamp.br/dap/vanguarda/artigos_pdf/maria_luiza.pdf

Ostrower-Fayga

O estranhamento em relação à pesquisa formal de Fayga pode ser explicado pela própria tradição da gravura entre nós. Paradoxalmente moderna, esta tradição era marcada por uma herança de figuração expressionista. A vocação da gravura, em especial a da xilogravura seria, para muitos, uma figuração dramática, tão bem conduzida por pioneiros como Oswald Goeldi. Afirmações, feitas nos anos 1950, tais como “o gravador não possui a experiência da cor”, definem um limite para o campo da gravura, demais preso à tradição gráfica expressionista alemã ou ao campo do realismo social, que retirava preferencialmente dos contrastes do preto e do branco grande parte de sua força. A linguagem expressionista, próxima da órbita do questionamento social, confundia-se localmente com o conceito de modernismo. Desde os anos 1930, a preocupação social marcara com intensidade as artes plásticas brasileiras. E na raiz da formação dos artistas que valorizavam esta via estava a influência das realizações dos expressionistas alemães, absorvida num sentido mais universal como em Segall e Goeldi ou com referências espaciais mais precisas, de cunho francamente nacional como em Portinari. Nos anos 1940, quando inicia sua trajetória artística, a obra de Fayga estava em consonância com essa temática.

007958000009

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: