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204 anos de Alfred Tennyson

Alfred_Tennyson

Alfred Tennyson, 1º Barão de Tennyson (Somersby, 6 de agosto de 1809 — 6 de outubro de 1892), foi um poeta inglês. Estudou no Trinity College, em Cambridge. Viveu longos anos com sua esposa na ilha de Wight por seu amor à vida sossegada do campo.
Muita da sua poesia baseou-se em temas clássicos mitológicos, embora In Memoriam tenha sido escrito em honra de Arthur Hallam, um poeta amigo e colega de Trinity College, Cambridge, que esteve noivo da sua irmã, mas que que morreu devido a uma hemorragia cerebral antes de casar. Uma das obras mais famosas de Tennyson é Idylls of the King (1885), um conjunto de poemas narrativos baseados nas aventuras do Rei Artur e dos seus Cavaleiros da Távola Redonda, inspirados nas lendas antigas de Thomas Malory. A obra foi dedicada ao Princípe Alberto, o consorte da Rainha Vitória. Tennyson fez também algumas incursões pelo teatro, mas as suas peças tiveram pouco sucesso durante a sua vida.

Tennyson foi Poeta laureado de 1850 até à sua morte, produzindo poesia adequada ao cargo, mas muitas vezes apenas medíocre, como por exemplo um poema de boas vindas e Alexandra da Dinamarca, aquando da sua chegada à Grã-Bretanha para casar com o futuro Rei Eduardo VII do Reino Unido. Em 1885, Tennyson compõs uma das suas obras mais conhecidas,The Charge of the Light Brigade (“A Carga da Brigada Ligeira”), um tributo dramático à cavaleiros britânicos envolvidos na desastrosa Carga da Cavalaria Ligeira de 25 de Outubro de 1854, na Guerra da Crimeia. Outras obras escritas como Poeta laureado foram Ode on the Death of the Duke of Wellington (“Ode à Morte do Duque de Wellington”) e Ode Sung at the Opening of the International Exhibition (“Ode Cantada na Inauguração da Exposição Internacional”).
A Rainha Vitória foi uma forte admiradora da obra de Tennyson, e em 1884 concedeu-lhe o título de “Barão Tennyson” de Aldworth, no Condado de Sussex e de Freshwater da Ilha de Wight. Tennyson começou por declinar o baronato em 1865 e 1868 (quando patrocinado por Benjamin Disraeli),mas acabou por o aceitar em 1883 a solicitação do primeiro-ministro Gladstone, tomando o seu lugar na Câmara dos Lordes do Parlamento do Reino Unido em 11 de Março de 1884.2 e tornando-se o primeiro escritor inglês a quem foi concedida tal honraria. Tennyson, um homem emocional e peculiar, nunca se sentiu confortável com esta posição, que teria aceite apenas para assegurar o futuro do seu filho Halam.
A vida de Tennyson em Freshwater consta da peça[1] homónima de Virginia Woolf, em que Tennyson confraterniza com o seus amigos Julia Margaret Cameron and G.F.Watts. Conhecem-se gravações audio de Tennyson declamando a sua poesia, feitas por Thomas Edison, mas são muito rudimentares e de qualidade baixa.
Já no final da sua vida, Tennyson revelaria que “as suas crenças religiosas também eram pouco convencionais, inclinando-se para o agnosticismo e pandeísmo”.5 Em In Memoriam, polemicamente escreveu: “Existe mais fé na dúvida honesta, acreditem-me, que em metade das religiões”. Em Maud, em 1885, afirmou que: “As Igrejas mataram o seu Cristo”, e em Locksley Hall Sixty Years After: “O amor cristão entre as Igrejas parece irmão gémeo do ódio pagão”. Na sua peça de teatro, Becket, indica que: “Somos criatura meio-inseguras, e podemos, Yea, mesmo quando não o sabemos, misturar as nossas malícias e ódios privados com a defesa do Paraíso”. Tennyson registou no seu diário (pag. 127): “Acredito numa espécie de panteísmo.” A biografia do seu filho confirma que Tennyson não era cristão, referindo que nos seus últimos anos elogiava Giordano Bruno e Spinoza, dizendo de Bruno: “A sua concepção sobre Deus é, sobre certas perspectivas idêntica à minha”.6

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