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A gravura digital segue os mesmos padrões éticos das gravuras tradicionais

Eros e Psique #5 - gravura digital - 40 x27cm.jpg

Tecnicamente, pode-se imprimir, literalmente, milhares de cópias de uma única gravura, sem que haja perda de qualidade por desgaste da matriz. Ao contrário das técnicas tradicionais, onde as matrizes vôo perdendo qualidade pelo desgaste, conforme se imprime cópias delas, na gravura digital isto não ocorre. A gravura número 1.000.000, teoricamente, idêntica à nº 1 que foi impressa. Inclusive, pode-se dizer que, paradoxalmente, conforme avança a tecnologia das máquinas impressoras, com tintas e processos cada vez melhores e mais sofisticados, a gravura impressa nº 1.000.000 será certamente melhor que a nº 1.
Isto nos leva à necessidade de um maior controle das tiragens das gravuras. Quem detém a guarda do arquivo digital original, isto é, da sua matriz, pode fazer cópias autênticas daquela gravura. Para ilustrar: se um artista tradicional manda sua matriz de xilogravura para ser impressa em um casa impressora, quando a matriz volta para a mão do artista, a casa impressora Já não poderá fazer cópias da mesma. Em oposição, se um artista digital manda sua gravura digital para uma casa impressora, não há meios, a não ser a confiança, de saber que a casa impressora não fará mais cópias daquela gravura.
Isto acontece porque a matriz de uma gravura digital é o conjunto binário de números 0 e 1 que traduz a imagem na linguagem do computador. Isto é, o original de uma gravura é um conjunto de números que o computador traduz em termos de especificações de área e de cor. Se você cria uma gravura em seu computador e a copia para um DVD, p.ex., a gravura em seu computador e a do DVD são idênticas, sem perdas. você a leva para o seu impressor, ele a copia para o computador dele e, então, Já serão 3 as matrizes idênticas. E assim por diante. Pode-se ter, sem dificuldades, milhares de cópias idênticas da mesma matriz e, é claro, milhares x milhares de impressões idênticas daquela gravura. É insano.
Tudo isto deve ser controlado pelo artista. A matriz digital da gravura deve ser rigorosamente controlada em suas cópias ou, então, optar-se pelo caos sem pudor.
Ao artista cabe definir a dimensão da tiragem de cada gravura como, alias, parece que sempre foi na história da arte.

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