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A GRAVURA COMO RECURSO VISUAL NA IMPRENSA COMUNISTA BRASILEIRA (1945/1957)

Judith_Lauand Sem titulo

Desde a sua fundação em 1922, o Partido Comunista do Brasil (PCB) defendia a existência de periódicos como forma de propaganda, de fazer chegar às massas as posições assumidas pelo partido. Fundamentada nas diretrizes leninistas, a imprensa comunista brasileira se voltou para três pressupostos: educar as massas visando a elevar o nível de consciência política, organizar a classe operária ao redor do partido e propagar a linha ideológica (MORAES, 1994, p. 63). Analisando a produção dessa imprensa, percebemos que tais diretrizes eram seguidas tanto no espaço textual como também nos recursos imagéticos. As fontes utilizadas para esta pesquisa são cinco jornais editados no Rio de Janeiro e uma revista editada em São Paulo, todos de circulação nacional e pertencentes à imprensa comunista brasileira: jornal A Classe Operária, jornal Voz Operária, jornal Tribuna Popular, jornal Imprensa Popular, jornal Momento Feminino e revista Fundamentos. O recorte temporal deste trabalho abrange o momento de maior produção da imprensa do Partido Comunista do Brasil. Durante o período de legalidade do partido (1945/1947), sua imprensa contava com uma grande rede de jornais, revistas, romances, panfletos e outros materiais. Artistas preocupa dos em dar destaque a uma arte de caráter crítico-social, “realista” ou ainda conforme a ideologia stalinista, conhecida como “realismo socialista”, contribuíram com seus traços nos periódicos comunistas. Um número expressivo de militantes e simpatizantes deixaram de colaborar a partir de 1956/1957, ou seja, após a divulgação do relatório do dirigente do Partido Comunista da União Soviética, Nikita Kruschev, denunciando a intolerância da era Stalin. O PCB, como partido de massas, tinha por objetivo atingir o máximo da população. Tendo em vista que a maioria dos jornais foi editada na cidade do Rio de Janeiro, muitas reportagens destacavam assuntos relacionados aos problemas encontrados pela população carioca, mas sentidos também em outros Estados: a falta de gêneros alimentícios de primeira necessidade, de moradias, de transporte e de educação, entre outros temas. Sendo publicações produzidas na Capital Federal e devendo circular por todo o Brasil, apresentavam também as suas principais propostas e orientações do movimento comunista de âmbito internacional.

texto completo: http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Juliana%20Dela%20Torres.pdf

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