Deixe um comentário

Ampliando o papel das gravuras com o ensino comunicativo e o advento da mídias digitais no século XXI

O século XXI é a soma de tecnologias de som e imagem disponíveis em multimídia (numa única máquina – o computador) e em hipermídia (na rede mundial de computadores), além da TV e do rádio, não somente nos ambientes formais de ensino-aprendizagem de línguas, mas também nos lares e ambientes públicos. Essa nova configuração das tecnologias de ensino-aprendizagem tornou o acesso às línguas estrangeiras facilitado e tão variado em sua apresentação e meios de ilustração que as gravuras já não cativam sozinhas tanta atenção quanto no século anterior.

As novas gerações de aprendentes habituaram-se a tantos estímulos áudio-visuais, há uma dinamicidade tão grande de informações que o ensino de línguas para permanecer atraente, pode até se valer dos velhos materiais didáticos de produção mais artesanal, mas de preferência associando-os a outros recursos.

Há a esse respeito uma discussão de que tecnologias hipermídia e multimídia trariam o elemento realia mais facilmente para o contexto formal de ensino-aprendizagem de línguas. O termo inglês realia, segundo Chiarantano (2005) refere-se a amostras reais, autênticas de língua contidas em

(…) objetos reais, itens ou impressões que são utilizados em sala de aula para ilustrar e ensinar vocabulário ou servir como ajuda para facilitar a aquisição e produção da linguagem […] Isso também permite ao estudante de línguas ver, ouvir, e em alguns casos tocar nos objetos. (CHIARANTANO, 2005 apud Faria e Monteiro, 2007, p. 30)

Buzato (2001, p. 34) comenta a autenticidade do ambiente como algo aparentemente contraditório, pois criado eletronicamente, mas que oferecendo diferentes formas de insumo (leitura, imagens e áudio) simultaneamente, leva o aprendente a uma maior proximidade com a realidade da língua.

Sabemos, no entanto, que apesar de todos os avanços tecnológicos que a humanidade alcançou, a sociedade brasileira ainda não chegou ao nível ideal de inclusão digital de seus cidadãos e que a maioria de suas escolas não dispõem das multimídias e hipermídias, restringindo a aprendizagem ao tradicional material impresso – o LD, à exposição oral do professor, e ao quadro e giz. O LD, na melhor hipótese em edição mais atual, é fonte rica em gravuras que atendam, em parte, as demandas da nossa sociedade para a formação de aprendentes de línguas estrangeiras (LE) capazes de comunicar na LE.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: