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Um estudo das possibilidades da gravura como uma linguagem artística autônoma na contemporaneidade e sua associação com a fotografia.

Índice

Através de um breve histórico pode-se observar como a gravura se insere nessa tendência de dialogar com outras linguagens desde a sua origem e como essa relação é retomada na contemporaneidade. A gravura nasce associada à idéia de multiplicação da imagem. Suas origens remontam há aproximadamente 5.000 anos atrás, no Oriente Próximo. Os mais antigos impressores foram os sumérios, que reproduziam em relevo desenhos e inscrições em tabuletas de argila, utilizando sinetes ou cunhos de pedra. Esses sinetes foram entintados pelos chineses, como se fossem carimbos tendo sido usados na Índia e na China na impressão sobre madeira ou seda. No século II d.C. a invenção do papel pelos chineses possibilitou, mais tarde, a impressão em massa dos textos sagrados do Budismo, combinando a palavra escrita e as imagens, por meio de pranchas de madeira talhadas em relevo. Quando, por volta do século XIV, a técnica do fabrico do papel chegou à Europa e começaram a surgir as primeiras xilogravuras no Ocidente, a possibilidade de reprodução da imagem era crucial, num momento em que não havia outros meios para isso. A partir de 1.400 se desenvolveram técnicas de impressão na Europa superiores às do Oriente e de importância cultural maior. A invenção da imprensa, o surgimento do livro na sua forma atual, fez com que outras formas de reprodução da imagem fossem surgindo, como a gravura em metal. Como afirma E. Amstrong: “historicamente, os meios gráficos estiveram intimamente relacionados à ilustração e aos livros e eram essencialmente logogênicos. Sem dúvida, a palavra gráfico, que vem do grego graphicos deriva de graphein–escrever ”. A gravura surge, portanto, ligada à escrita, como uma forma de ilustração, na tentativa de substituir as iluminuras, que apareciam nos manuscritos medievais. Nas primeiras xilogravuras o texto aparece gravado na mesma placa que o desenho ou pode ser acrescentado à mão posteriormente. Com o surgimento dos caracteres móveis de madeira, surge uma nova fase para a ilustração do livro, que começa a se libertar da ligação direta com o texto. Por volta de 1450 o problema dos tipos móveis já tinha sido resolvido pela introdução dos caracteres de metal (tipos) fundidos em moldes: dera-se o passo definitivo para a produção de livros tal como nós a conhecemos hoje e para a desvinculação entre o texto e a gravura, que começa a adquirir autonomia. As primeiras gravuras em metal surgiram por volta de 1430, ainda que a técnica de se trabalhar em metal já fosse conhecida anteriormente. Foi só entintar a placa, limpar a superfície e imprimir.

Artigo: http://www.anpap.org.br/anais/2007/2007/artigos/153.pdf

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